Energia solar pode ser usada para produzir eletricidade e aquecer água

thinkstock_-_painel_solar_-_606x455.jpgHá décadas, a radiação solar é utilizada para produzir eletricidade em espaçonaves e grandes usinas, que abastecem as cidades. Nos últimos anos, porém, tem sido cada vez mais comum o uso dessa energia, limpa e renovável, para abastecer casas. Mais do que produzir eletricidade, os paineis solares caseiros também podem ser usados para aquecer a água, dispensando - ou diminuindo - o uso de chuveiros elétricos ou mesmo de aquecedores a gás.

Eletricidade a partir do Sol

O professor Erik Rego, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, explica que as células fotovoltaicas - nome técnico das placas solares - captam a radiação do Sol e a transformam em energia. "Os fótons da luz solar atingem a célula fotovoltaica, e parte deles é absorvida. Esses fótons despertam os elétrons do material semicondutor das células, gerando assim eletricidade", conta. Essa eletricidade é conduzida por uma fiação até um inversor, sendo instalado um pouco depois do relógio de luz.

 As placas são leves e, em telhados de cerâmica, não precisam de reforço para serem instaladas. "Um telhado aguenta um adulto, então aguenta o peso das placas". O valor do equipamento varia de acordo com a energia que se pretende produzir. Em uma casa com consumo médio de 300kW/h por mês, o proprietário gastará, em média, cerca de 5 mil reais com a estrutura para captação de eletricidade. "Se a conta de luz mensal for 120 reais, em três anos ele paga o investimento".

 Apesar de limpa, a energia solar tem um porém. Ela só pode ser consumida durante o dia, quando é produzida. Erik explica que o maior consumo das casas acontece durante a noite, justamente quando as placas não estão sendo utilizadas. Existem duas soluções para isso, mas os custos não são viáveis. A primeira é a compra de baterias que armazenem eletricidade produzida durante o dia. Porém, além de caras, as baterias provocam um passivo ambiental. "Quando se desgastam, as baterias precisam ser descartadas", comenta Erik. Por conterem metais pesados, que contaminam o solo, elas exigem um cuidado especial.

 Outra solução é a troca de eletricidade com a concessionária de energia local. O excedente produzido pela casa é injetado no sistema da distribuidora de eletricidade e revertido em créditos, quando o consumidor tiver um consumo futuro. Erik conta que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já regulamentou a prática e a implementação depende das concessionárias. O problema é que essa prática exige um relógio de luz especial, que mede a energia consumida e produzida. E esse relógio é caro demais para ser instalado em casas.

 

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